Segue abaixo uma reflexão sobre planejamento, atividade primordial
para se alcançar um resultado desejado.
Um bom planejamento deve ter:
1- Diagnóstico – Quem sou eu? Eu sei o que é minha empresa, o
que é o mercado, quem são meus concorrentes? Conheço meu potencial
humano, tecnológico, financeiro, minhas forças, minhas
vulnerabilidades?
Quero aqui abrir um parêntese a respeito do tripé do
empreendedorismo. Para se ter sucesso como empreendedor você
precisará reunir as seguintes capacitações:
- Capital financeiro;
- Capital humano, e
- Capital intelectual.
2- Visão – O que eu quero ser daqui a 1 ano, 2 anos? Visão de
futuro.
A visão é o primeiro estágio do desenvolvimento. Ela ainda é
abstrata. Ainda pode ser emocional. Porém, começa se tornar
comunicável através de uma declaração de visão. Redigir a declaração
é importantíssimo, pois o processo de escrevê-la permite e exige a
estruturação do sonho.
Tem empresas que planejam 5 anos e a cada ano planeja o 6º ano.
Sempre renovando. Revendo os primeiros 5 e planejando o seguinte.
Deve ser compartilhado com a equipe.
Agora eu sei o que eu sou e o que eu quero ser no futuro!
Entre o que eu sou e o que eu quero ser tem um caminho. Este caminho
é a estratégia.
3- Execução – É a implementação do planejamento, a
estratégia. Como é que eu vou do hoje, diagnosticado, para o amanhã
desejado, planejado?
Esta talvez seja uma das palavras mais mal compreendidas do
vocabulário do Management. Execução não é o que fazemos.
Execução, vista do topo, é como fazemos o que fazemos. E esta
diferença é crucial. Execução é o que define o nível de maturidade
de uma organização.
O aspecto emocional do sonho e da visão é importante. Todavia, a
aplicação prática e a comunicação diária entre os envolvidos se
torna muito mais fácil quando há elementos racionais, diretos,
estruturados e ordenados. As pessoas podem entender a visão, porém
só conseguem colaborar se os objetivos forem claros. Declarações de
objetivos facilitam as tomadas de decisão, a priorização de
atividades e o investimento de recursos (tempo, dinheiro, atenção,
etc.).
Ao perseguir seus objetivos, é provável que em vários momentos você
se desvie do caminho, devido a distrações ou urgências. Também é
provável que perca o ânimo, não conseguindo enxergar evolução nas
suas ações, com um futuro nebuloso. Objetivos declarados, mas não
realizados, parecem só aumentar a insatisfação, gerando um
sentimento de incompetência e frustração. Uma vez declarados, os
objetivos precisam ser realizados ou descartados. Guardá-los na
gaveta é o pior a se fazer.
Há várias técnicas para manter a motivação e o foco nos objetivos. A
mais comum e talvez mais funcional é o estabelecimento de metas.
4- Controle – Para que você vá mais rápido! Aqui estarão as
ferramentas de acompanhamento que te auxiliarão a analisar se a
estratégia adotada está te levando do hoje para o amanhã.
Você não vai conseguir executar exatamente o que planejou. Um
produto novo pode chegar no mercado. Um imprevisto vai aparecer.
Este imprevisto deixa de ser imprevisto quando você detecta e, via
controle/acompanhamento, você se adapta, ajusta o planejamento, e
com isso, você vai mais rápido do que aqueles que planejaram, mas
não controlaram a execução, não fazem o acompanhamento. E cada
renovação do planejamento, você faz ajustes menores.
O estágio final do amadurecimento dos desejos é o estabelecimento de
indicadores e metas. Para manter-se no caminho e saber o que ainda
está por vir, é necessário que as ações e resultados sejam medidos,
gerando um histórico de performance e ritmo. Desse modo, fica fácil
reconhecer se há evolução ou não. Também fica mais fácil saber
quando insistir, desistir ou mudar de estratégia. Indicadores são
quantificáveis. Metas são números a serem perseguidos. Quando você
atinge uma meta, sabe que está mais próximo de sua visão. Isso é um
grande estimulo, não?
A vida é a arte das escolhas, mas para você escolher o que
você quer para você, você precisa saber o que você quer para
você.
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