Uma recomendação importante é utilizar a numeração de sapato adequada. Comprar um sapato maior para que ele dure mais não é uma atitude inteligente. A dica dos especialistas é optar por modelos anatômicos, que têm um espaço maior para o pé crescer naturalmente. E quando o sapato apertar troque por um maior imediatamente.
“Utilizar um sapato apertado prejudica o crescimento do pé, que até os 14, 16 anos, está em formação. Os calçados apertados podem causar problemas irreversíveis de postura e coluna no futuro”, alerta Ary Filgueiras, assessor de uma marca de calçado infantil.
É difícil prever o tempo de vida útil de um sapato. Dependendo do ritmo que a criança está crescendo e de seu desenvolvimento, ela pode perdê-lo mais cedo ou mais tarde. No primeiro ano de vida, é quando ocorrem mais trocas em um curto espaço de tempo. Segundo Filgueiras, nessa fase algumas crianças chegam a trocar o número do calçado de 3 em 3 meses.
Como as crianças dão algumas espichadas repentinas, o melhor a fazer é não encher a sapateira com milhares de sapatos de diversas cores tipos e modelos. É melhor investir em dois ou três pares de qualidade e ir trocando conforme o pé for crescendo. Basta que a criança tenha um bom tênis, e uma ou duas sandália para os dias quentes. Assim, você não vai ficar morrendo de raiva quando um sapato novinho não entrar mais naquele pezinho que não pára de crescer.
O calçado do seu filho merece uma atenção especial. Para escolher o modelo e o tamanho certo, é preciso prestar atenção a alguns detalhes que fazem toda a diferença para o bem estar dos pequenos.
O calçado da criança não pode prejudicar seu desenvolvimento e, portanto, deve respeitar certas características. “Para os bebês, a palmilha tem que ser plana, pois a planta do arco do pé se forma naturalmente”, explica Ary Filgueiras, assessor de uma marca de calçados infantis, com base em um estudo médico.
O calçado do bebê tem a função de proteger o pé de impurezas e machucados. Eles devem ter forma anatômica e ser produzidos com materiais que transpirem e respeitem a forma natural dos pés como se estivessem descalços. Para ficar em casa, prefira meias que são mais confortáveis.
Quando a criança está aprendendo a andar, o calçado der ter a parte do calcanhar firme para evitar torções. O sistema que evita derrapagem também é essencial para evitar quedas. Verifique sempre a sola do sapato, se estiver desgastada, é hora de ir para o lixo.
“A criança nessa fase se encanta com calçados interativos, que tenham luzes, que pareçam com carrinhos e que possam usar para brincar”, conta Filgueiras.
Crianças na faixa dos seis ou sete anos vivem agitadas e gastam muita energia. Segundo o especialista, para eles os sapatos precisam ser resistentes, flexíveis, leves, com sistema de amortecimento de impacto e sistema que evite a derrapagem.
Já as meninas buscam moda similar a adulta, só que mais romântica e comedida. “Calçados com brilho e apelos de moda encantam as meninas de todas as idades”, garante o assessor. Mas cuidado com os saltos.
Na infância, ele não pode passar os dois centímetros. “Essa altura de salto é até benéfica desde que o calçado seja flexível respeitando a anatomia de movimento dos pés, permitindo uma mobilidade natural ao caminhar”.
Na infância, ele não pode passar os dois centímetros. “Essa altura de salto é até benéfica desde que o calçado seja flexível respeitando a anatomia de movimento dos pés, permitindo uma mobilidade natural ao caminhar”.
O conforto dos calçados é essencial para a criança. Sandálias e chinelos duros, sem flexibilidade e com materiais de má qualidade causam uma má experiência para a criança, que acaba tirando o sapato e se recusa a colocar de novo.
O plástico, por exemplo, apesar de ser um material barato, ocasiona bolha e chulé. O material dos calçados precisa proporcionar a transpiração dos pés. O couro de boa qualidade é ideal para sapatos infantis. Um bom forro no sapato também evita machucados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário